domingo, 1 de abril de 2012

Onde posso ser um missionário? - Viagem Missionária: Março de 2012

“Agradeço a Deus todos os caminhos por onde me levou e gostaria de estar exatamente onde estou, e em nenhum outro lugar, pois este é, creio, meu campo de trabalho." (Rev. Ashbel Green Simonton – 31/12/1859, primeiro missionário presbiteriano em solo brasileiro.)

“Às vezes nos esquecemos de perguntar: Onde Deus quer me enviar? Onde Deus quer que eu fique?" (Rev. Roberto Brasileiro – Mackenzie-SP, 03/03/2010 – Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja)

“Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4:35). É preciso erguer os olhos, levantar a cabeça, buscar forças em Deus e ‘IR’ antes que os frutos se perdão. Nosso campo de trabalho é exatamente aquele onde Deus nos coloca. Nem sempre fazer missões é pregar o evangelho para povos e nações distantes e diferentes da nossa. A “Macedônia” que espera uma ação urgente e positiva da igreja nem sempre é um lugar muito distante de onde estamos. 

O Rev. Misael Ferreira de Oliveira faz de suas férias pastorais o tempo oportuno, e a “Macedônia” que diz: “ajude-nos” os campos áridos e sofridos do Nordeste e do Vale do Jequitinhonha. As rodovias e povoados agregados também são terrenos próprios para lançar a Palavra. Entendendo assim, o Rev. Misael fez mais uma viagem missionária para o Nordeste no mês de março/2012, lançando a Palavra de Deus com abundância desde o vale do Jequitinhonha/MG, Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Foram distribuídas 579 Bíblias, 272 Novos Testamentos, literaturas devidamente preparadas para o contexto, doações em roupas, alimentos, material para escola bíblica dominical nos campos missionários e congregações. O Nordeste está diante de uma das maiores secas de sua história. Por isso, o cenário com que nos deparamos é muito forte, e não se pode diferenciar muito das regiões indianas ou africanas.  

O QUE SOBRA EM NOSSAS MESAS É O QUE FALTA NAS MESAS DELES!
























A “África” é aqui! “...erguei os olhos e vede...!” Seja um missionário aqui!




A morte pede passagem! A seca é a pior de todas as catástrofes para o nordestino.












A vida como ela é. “Vida Severina”.

O que vai querer para o almoço, pastor? Temos de tudo um pouco para lhe oferecer o melhor: Ossos, tripas (vísceras), úbere (onde as tetas, da vaca são agregadas, por aí é extraído o leite – na língua do povo: “ ubro”), fígado, testículos e cupins de touros, rins, passarinhas, mocotós, etc





























A pesca “maravilhosa”

 Gratidão:
1º. A Deus:
            Visto ser Deus O Princípio Meio e Fim de todas as coisas, a Ele seja toda a glória! Desejo que esse modesto esforço missionário agrade o coração de Deus, leve glória a Ele e avance os planos dEle!
            “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as cousas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém”  (Ro 11:36).
              “Teus, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riqueza e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força”. (2ª Cr 29:11,12).
             “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém” (Judas 24,25).
             “Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas” (Sl 75:1).
              “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116:12).
             “A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém.” (1ª Pe 5:11).
2º. Aos cooperadores:
“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos mas também deram-se a si mesmo primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus”. (2ª Corintios 8:3-5). Coopere: Êxodo 25:1,2. “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).
3º. Apelo:
               Projeto “Macedônia” (At 16:9). Para Quem Sai Andando e Chorando Enquanto Semeia! Fazendo Missões em solo árido com as sementes disponíveis em nossas mãos! Você pode acrescentar a ‘Semente’ e ampliar o plantio. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria (2 Co 9:7). “Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. E assim vocês receberão muito, muito mesmo. Tudo o que puderem carregar ele vai pôr nas mãos de vocês. A mesma medida que usarem para os outros Deus usará para vocês” (Lc 6:38). “Contribua de acordo com a sua renda para que Deus não transforme a sua renda de acordo com a sua contribuição”. (Peter Marshall).



Contribuições:
Banco do Brasil
Agência:       2390-6
C/Corrente: 7.732-1




sábado, 25 de fevereiro de 2012

Coveiros de igrejas

Quando pastoreava a Primeira Igreja Batista de Irajá, no Rio de Janeiro, eu era assíduo frequentador do cemitério daquele bairro.Quase uma vez por semana lá estava acompanhando o sepultamento de algum membro ou familiar de membros da igreja., sem contar as vezes que eu tinha de ir a outras necrópoles.     
Ao ver os coveiros no seu trabalho sem glória, mas útil, sempre pensava: "Esses homens fizeram da morte a sua rotina de vida. Para eles, descer um esquife à cova e cobrí-lo de terra é apenas o seu meio de vida". Quantas vezes esses homens ouviram testemunhos de pessoas salvas por Jesus nas breves palavras proferidas por pastores à beira das sepulturas, mas isso também era parte da sua rotina de trabalho.
Nunca batizei um coveiro e nunca soube que um deles tivesse aceitado a Cristo. Será que o convívio com a morte torna a alma insensível ao amor de Jesus? Com a mesma insensibilidade, com o mesmo sentido de uma rotina a cumprir, pastores e líderes matam o fervor missionário de uma Igreja, que deve ser uma comunidade missionária por princípio vital, estão cumprindo a lúgubre função de coveiros. Coveiros de igrejas!
Certa vez visitei uma igreja batista na Inglaterra. Ela se reunia em um belo templo para mais de 2.000 pessoas, mas naquele Domingo pela manhã (não se reuniam à noite) havia 32 pessoas presentes. Eu sabia que aquela igreja, um século antes, tinha sido uma poderosa agência missionária que lotava seu grande templo de crentes com grande fervor pela evangelização do mundo. Agora aquela igreja estava morta. No "culto" de que participei, não houve uma oração, nem leitura bíblica, nem qualquer cântico. A mensagem do pastor foi sobre a entrada da Inglaterra no Mercado Comum Europeu e o apelo foi pela lealdade à rainha.
Duas velas permaneceram acesas sobre a mesa da ceia durante os 12 minutos do ritual, dando um pouco mais de realismo à cena funérea que ali transcorria. Senti um profundo pesar por ver uma igreja morta.
Fonte: [Pastor João falcão Sobrinho] Revista A Colheita Ano VIII - N° 41 Setembro/Outubro 20011 

Conta-se que havia uma senhora na igreja de Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Quando o pastor da igreja local a encontrava e perguntava: “Como esta senhora?” ela sempre respondia: “Nem cá, nem lá: caminhando pra Irajá” (para o túmulo da sua família localizado no cemitério desse bairro vizinho...).
Perguntaram a um missionário da Sociedade Batista Missionária (BSM, na sigla em inglês): “Por que aquela igreja está morta?” A resposta dele foi estarrecedora. Disse ele: “Aquela igreja, outrora tão viva, morreu porque perdeu a sua visão missionária.” O caminho mais curto para o declínio e morte de uma igreja, é a perda de sua visão missionária.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Motivação Missionária

“A maior motivação para a ação missionária é tornar Deus conhecido e levar todos os homens a adorá-lo”(John Piper). “A glória de Deus é a honra concedida a ele pela criatura”. (Jonathan Edwards). "A ciência mais elevada, ou a inquirição mais sublime, ou a sabedoria mais importante que possa ser contemplada pelo verdadeiro cristão é o nome, a natureza, a pessoa, a obra e a existência do grande Deus a quem chamamos Pai" (Spurgeon). "Une-te, pois a Ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem" [Jó 22.21]. "Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor..." [Jeremias 9. 23, 24]. Um conhecimento salvador e espiritual de Deus é a maior de todas as necessidades de cada criatura humana.
O fundamento de todo o conhecimento verdadeiro de Deus só pode ser a clara compreensão mental de Suas perfeições, segundo revelam as Escrituras Sagradas. Não nos é possível servir nem adorar a um Deus desconhecido, nem depositar n'Ele a nossa confiança. Necessitamos de algo mais que um conhecimento teórico de Deus.
 Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos a Sua autoridade e quando os Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores de nossa vida. "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor..." [Oséias 6.3]. "Se alguém quiser fazer a vontade d'Ele... conhecerá" [João 7.17]. "... o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas" [Daniel 11.32].
       Nos dias atuais a Igreja tem perdido o senso de majestade e sublimidade do glorioso Deus das Escrituras - e isso de um modo geral. Essa perda tem acontecido quase imperceptivelmente. Verdade é que o cristianismo moderno não está produzindo pessoas tementes a Deus, pessoas que entendam a experiência do profeta Isaías quando disse: "Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros..." [Isaías 6.5], ou do rei Salomão quando exclamou: "Ó Senhor Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra" [1Reis 8.23].
            É isso que move todo esforço missionário, todo chamado e sacrifício. É o senso da glória e majestade de Deus que deve levar homens e mulheres a deixarem tudo, seu lar, família, conforto, país, cultura, para lançarem-se na tarefa de anunciar entre as nações a sua glória e entre todos os povos, as suas maravilhas. O salmista, aliás, demonstra no Salmo 147.1 que adorar a Deus deve ser o desejo mais intenso de todo homem.
           Esse é o eixo em torno do qual tem girado o ministério de ensino de John Piper: A realidade de que adorar a Deus e gozar sua presença é o principal tesouro, a grande conquista, a melhor porção, o bem mais precioso, a maior alegria e o prazer mais doce e intenso que o homem pode ter. Sua famosa frase, que diz que “Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele”.
           Concordo com Piper quando diz que “missões não são o alvo final da Igreja. A adoração é. Missões existem porque a adoração não existe. A adoração é o grande alvo, não missões. Porque Deus é o propósito final, não o homem.”
           Um entendimento correto sobre o propósito de Deus na Grande Comissão é necessário se quisermos buscar adoradores que adorem em espírito e em verdade. Se o alvo das missões é tornar Deus conhecido para que os homens o adorem, é preciso então que os homens sejam atraídos a Deus pela mensagem que o próprio Deus encarnado, Jesus Cristo, trouxe á humanidade, o evangelho. Sem o evangelho, os homens não poderão ser salvos e não se tornarão adoradores de Deus. O Pr. Mark Dever foi muito feliz quando disse que “aquilo com que você ganha as pessoas é também aquilo para o que você as ganha. Se você as ganha com o evangelho, elas são ganhas para o evangelho.” Precisamos faze missões com o evangelho. Sem concessões e sem diluí-lo ao gosto humano.
           A igreja tem o chamado para investir na evangelização. Parafraseando John Piper, temos diante de nós três alternativas: ou investimos em missões como “enviadores”, ou investimos em missões como “enviados” ou desobedecemos. A igreja tem a responsabilidade vital de protagonizar este processo de ajuntamento de adoradores. Quando o senso da glória de Deus está cristalizado na convicção mais segura da Igreja, ela realizará o trabalho missionário com confiança, disposição e alegria.
            Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado. Salmo 96.2-4.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ashbel Green Simonton - Exemplo de vocação missionária!

Na manhã do dia 18 de junho de 1859, despediu-se, no porto de Baltimore, de sua mãe e de seu irmão Jonh que o acompanharam até o navio. Sua mãe escreveu no diário dela naquela ocasião: “É difícil separar-se daqueles que talvez não vejamos mais na terra. Mas quando penso no valor das almas imortais que se estão perdendo pela falta do Evangelho puro... Recomendo você com oração e lágrimas ao Senhor, que tudo faz para o bem”.
Oraram fervorosamente por ele e em seguida embarcou num navio à vela chamado Banshee, rumo ao Brasil. Estava deixando para trás sua pátria, família e amigos, muitos dos quais não mais veria nesta terra. Foram 55 dias de viagem, mas desembarcou, finalmente, no porto da capital do Brasil, o Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto daquele ano.“A maior motivação para a ação missionária é tornar Deus conhecido e levar todos os homens a adorá-lo. É isso que move todo esforço missionário, todo chamado e sacrifício. É o senso da glória e majestade de Deus que deve levar homens e mulheres a deixarem tudo, seu lar, família, conforto, país, cultura, para lançarem-se na tarefa de anunciar entre as nações a sua glória e entre todos os povos, a suas maravilhas”. (John Piper).
12 de agosto de 1859, manhã de sexta-feira: um jovem missionário, de 26 anos, chegava a um país grandioso, imperial, reinado por dom Pedro II. “É um lugar lindo, o mais singular e radiante que jamais vi (...) estou pronto para desembarcar”.
À entrada do Rio de Janeiro pôde avistar o Pão de Açúcar e o Corcovado. “Sentiria dificuldade em descrever a emoção que tomou conta de mim ao ver aqueles picos altaneiros dos quais tenho ouvido falar e lido tantas vezes, os quais me dizem que a viagem terminou e cheguei ao meu novo lar e campo de trabalho”.

Descrevendo com precisão seu novo campo de trabalho!
sexta-feira dia 12 de agosto de 1859, 9 horas e 30 minutos.
“Tenho estado, desde as quatro horas, observando a entrada de navios no porto, onde estarão ao abrigo do vento e da maré. Belo lugar, o mais original e notável que jamais vi. Pela beleza, sublimidade, segurança, que contra os ventos, quer contra as ondas, e pela possibilidade de defesa contra os ataques por mar e por terra, um porto assim é quase inconcebível. A baia se estende em volta, guardada por ilhas curiosamente pasmadas, de rochas altas e sólidas, como se fossem ovos com uma ou outra ponta à mostrar. Em cumes aqui e ali, gripam-se igrejas e alegres vivendas (habitações mais ou menos suntuosas). Uma delas é mesmo como pombal no topo de campanário: de certo terá mais de duzentos metros de altura. A entrada da baia é de meia milha de largura: num dos lados há ousada promontório (cabo formado de rochas elevadas) e o Forte Santa Cruz, ali encravado, com pesados canhões pelas encostas: noutra, a torre do Pão de Açúcar, com mais de trezentos metros de altura. Estamos ainda no colo de grande enseada, aproveitando cada minuto, a olhar ora do lado do forte, ora do outro, à distância de um tiro de pedra do Pão de Açúcar. A água é de tal profundidade que o cuidado do timoneiro não será o de evitar que o mastro transversal toque num ou noutro flanco. A cidade jaz a duas milhas de nós, em grande extensão de colinas altas e de montanhas. Já me desfiz da indumentária marítima: dei-a ao camareiro que me prestou bons serviços na viagem. Estou pronto para o desembarque.”

 Frases de Ashbel Green Simonton:
“Sinto-me encorajado pelo aspecto das coisas e esperançoso com o futuro. Existem indicações de que um caminho está sendo aberto aqui para o Evangelho” (Em 31/08/1859).
“Peço a Deus paciência, fé, submissão e preparo paro o pior. Deus é sábio e não faz mal. Cristo está com aqueles que obedecem à Sua vontade...” (Em 28/04/1860).
“É preciso haver entendimento e também fervor, pois se o coração tiver calor sem luz, nada de divino ou celestial haverá nele. Por outro lado, a luz sem calor, uma mente repleta de noções e especulações com o coração frio e indiferente, também nada terá de divino”.
“As grandes verdades da revelação e o estudo das doutrinas mais difíceis da Bíblia têm ocupado a minha atenção e despertado profundo interesse, mas tenho negligenciado excessivamente o cultivo do coração e de uma piedade pessoal e vital”.
“Quanta verdade especulativa eu aceito, que não exerce qualquer influência controladora em meus princípios e motivos”.
 “A própria pressão e a atividade da vida exterior têm empanado a minha comunhão com aquele para quem esses mesmos serviços são feitos. Quantas vezes minhas devoções são formais e apressadas, ou perturbadas por pensamentos de planos para o dia! E pecados, muitas vezes confessados e lamentados, têm mantido seu poder sobre mim. Quem me dera um batismo de fogo que consumisse minhas escórias! Quem me dera um coração totalmente para Cristo!” 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nordeste & Missões


O Sertão é a mais próxima e negligenciada fronteira da igreja brasileira. Longe dos olhos, às margens das iniciativas e estigmatizadas como “campo resistente”, centenas de comunidades rurais, onde vivem mais de 10 milhões de pessoas, clamam ano após ano por uma oportunidade relevante de ouvir o Evangelho.
Historicamente estas cidades do sertão têm sido classificadas como “resistentes” ao avanço da igreja evangélica devido à idolatria. Dados do IBGE, contudo, revelam um forte crescimento dos “sem religião” na última década, fazendo com que este grupo já seja o segundo mais numeroso em várias destas pequenas cidades. Juripiranga (9.500 hab.), no agreste Paraibano, com 22% de “sem religião”, é um exemplo.
A Paraíba, com 84 municípios com menos de 3% de presença evangélica, é o Estado mais carente do Evangelho no Brasil!
Mas a Paraíba também é estratégica para o avanço do Reino de Deus na região, pois é o centro geográfico do Nordeste. Partindo de João Pessoa, num raio de 700 km, temos 5 outras capitais, vários pólos regionais, como Campina Grande, Mossoró e Caruaru e centenas de pequenas cidades do sertão.

Desafio Nordeste


O Nordeste é o maior desafio missionário da igreja brasileira. Ao mesmo tempo, por causa da alegria, fibra e criatividade de sua gente, é o maior potencial ainda não mobilizado, da própria igreja, para missões. Veja alguns números.
·             • É a 2ª região mais populosa do Brasil (51 milhões hab.) e a que possui a menor porcentagem de evangélicos (13%);
·            • É onde está a maioria (71%) das cidades menos evangelizadas do Brasil. Das 485 com menos de 3% de presença evangélica, 343 estão no interior nordestino;
·              •  Das 258 tribos indígenas brasileiras, 39 estão no Nordeste e, destas, 29 ainda não têm uma igreja capaz de evangelizar seu próprio povo sem ajuda externa;
·             • Das 724 comunidades quilombolas (descendentes de africanos), 523 estão no Nordeste e onde, em sua grande maioria, ainda não existe uma única igreja;
·          • Muitos outros fatores negativos de ordem – política – social e religiosa, etc estão intrececamente ligados ao nordeste brasileiro.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Senhor vive para sempre! Os seus inimigos são meros homens. A verdade sempre haverá de prevalecer!



A fuga para o Egito
            Mateus 2: 13 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.
                14 Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito;
                15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.
            O Filho de Deus – O Emanuel – a semelhança dos seus discipulos nos dias atuais, também passou por momentos difíceis em sua vida terrena.  Em sua mais tenra idade, ele não teve o conforte e a segurança que todo recém-nascido precisar ter.
            A história bíblica nos diz que Ele precisou FUGIR às pressas para bem longe de sua terra, dos seus familiares como uma presa foge do predador.
            Observa, nesta passagem da Bíblia, quão verdadeiro é o fato que os governantes deste mundo (o sistema político) raramente mostram-se amigáveis para com a causa de Deus!
            O ‘sistema’ político deste mundo, tal qual o ecumenismo, não fazem justiça ao evangelho e a missão nobre da Igreja de Cristo!
            A semelhança dos dias de Jesus, a notoriedade do mundo me faz pensar que as pessoas (dentro e fora da igreja) já elegeram suas preferências e seus ídolos e que Deus, se sobrar algum espaço, terá a atenção delas um dia. É o "complexo de Laodicéia": acham que são o máximo, que não precisam de nada, mas mal sabem que são ‘miseráveis’, pobres, cegos e nus. Os valores alterados invertem o que é importante e o que não é. 

Observamos como o Senhor Jesus foi um “homem de dores”, desde a mais tenra infância. As tribulações vinham ao seu encontro, desde que Ele entrou neste mundo. Sua vida correu perigo, devido ao medo e à ira de Herodes. As ondas da humilhação começaram a bater contra Ele, desde que ainda era um nenê (um bebê) que se amamentava. O Rev. Miguel Rizzo O chama de “Varão de dores!” “Quem examinar a narrativa evangélica percebe, de pronto, que Jesus suportou no decorrer do seu julgamento e durante a execução da sentença que o tortuoso veredicto do Sinédrio e de Pilatos lhe conferiu, gravíssimos padecimentos físicos: as pancadas; os açoites; a coroa de espinhos; o peso da cruz, que ele carregou pelas ruas de Jerusalém; os cravos; as marteladas; e todas as dores lancinantes da morte na cruz”.
 O Senhor Jesus é precisamente o Salvador de que necessitam aqueles que padecem e vivem na tristeza!!!
    Ele sabe perfeitamente o que é padecer nos braços da dor, da solidão, rejeição  (Isaías 53:3 - Um dos mais terríveis sentimentos experimentados pelo ser humano é o de rejeição), tristeza, perseguições e toda espécie de sofrimento! Por isso Ele é também perfeitamente capaz de entender e simpatizar conosco quando, sofremos debaixo de alguma cruel perseguição, clamemos a Ele. Derramemos diante de Jesus os gemidos de nossos corações. Ele tem grande experiência pessoal com as aflições. 

Os poderosos deste mundo também morrem e hão de comparecer perante Deus!
“e lá ficou até à morte de Herodes,”.
Quem teve tanta cautela para proteger seu trono, assassinou os inocentes de Belém, mas só sobreviveu mais alguns meses. F. Josefo diz que Herodes morreu de hidropsia, gangrena e uma enfermidade aviltante, em Jericó, com a idade de 70 anos. Poucos dias antes tentara o suicídio, e apenas cinco dias antes de sua própria morte ordenara a execução de Antípatre, seu filho.
     Observamos como a morte pode remover deste mundo os reis, os poderosos como a quaisquer outros homens. Morte, aquela hora solene, tão temida pelos ímpios; tão idiosa para aqueles que vivem sem Deus!
    Quando os decretos de Deus são baixados a eles, não são capazes de permanecerem vivos.
 

O assassino de crianças importantes precisa enfrentar a morte e o grande e justo tribunal de Deus. José e Maria acabaram recebendo a notícia de que Herodes já havia falecido. Imediatamente regressaram com toda a segurança para a sua terra natal. Os crentes não devem se amedrontar diante das perseguições. Antes, deveriam relembrar o fato que “o júbilo dos perversos é breve, e a alegria dos ímpios momentânea” (Jó 20:5). Onde estão os inimigos da Igreja do Senhor?
    Onde estão as tropas galopantes com seu cavalgamento sobre o sangue do povo de Deus? O que aconteceu a ‘cavalaria inquisitiva’ inimiga dos crentes? Que sucedeu aos Faraós, aos Neros e aos Dioclecianos que em sua época perseguiram ferozmente aos servos de Deus?
    Onde estão alguns perseguidores mais recentes, como a sanguinária Maria da Inglaterra ou como Carlos IX da França? 


A sanguinária Maria da Inglaterra, Carlos IX da França e Catarina de Médici – Esta última foi responsável pela matança dos cristãos na Noite de São Bartolomeu...  

O massacre da noite de São Bartolomeu foi um episódio sangrento na repressão aos protestantes na França  pelos reis franceses, que eram católicos. Esse genocídio aconteceu em 23 e 24 de agosto de 1572, em Paris, no dia de São Bartolomeu.
As matanças, organizadas pela Casa real francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses (chamados huguenotes - Calvinistas).
Este massacre veio dois anos depois do tratado de paz de Saint-Germain, pelo qual Catarina de Médici tinha oferecido tréguas aos protestantes.
Nero e a perseguição aos cristãos...
Esses fizeram o máximo ao seu alcance para lançar a divina verdade por terra. Mas a verdade tornou a brotar, e continua vivendo; enquanto que os perseguidores estão mortos e os seus corpos já se dissolveram no solo.
Por conseguinte, que não desmaie nenhum coração crente. A morte é uma poderosa niveladora de todos os homens, podendo retirar qualquer montanha do caminho da Igreja de Cristo.

“O Senhor vive para sempre.” Os seus inimigos são meros homens. A verdade sempre haverá de prevalecer.
Jesus viveu em ambiente que o não compreendia. Seus pais precisaram fugir as presas com medo do cruel Herodes. Ele foi expulso de Nazaré. Que importa isso, se lá ficaram muitas almas iluminadas pelo esplendor de seu ensino? Suportou as agruras inenarráveis do Getsêmane. Que importa se assim padecendo legou ao mundo o mais fulgurante exemplo de abnegação que se poderá encontrar na galeria de seus heróis? Foi insultado pelo Sinédrio; esbofetearam-no; cuspiram-lhe no rosto. Que importa, se no negrume desse quadro de vilanias, Ele acendeu uma luz que orientará sempre, pelos séculos em fora, a piedade perseguida ou a consagração ultrajada? Crucificaram-no. Que importa, se morrendo na cruz ele redime a humanidade?
Rev. Misael Ferreira de Oliveira