sábado, 15 de setembro de 2012

Omissão:


OMISSÃO, O PECADO QUE SE FAZ NÃO FAZENDO. O Padre Antonio Vieira disse que “a omissão é o pecado que com mais facilidade se comete, e com mais dificuldade se conhece. E o que facilmente se comete e dificilmente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo, é o pecado que nunca é má obra, e algumas vezes pode ser obra boa, ainda os muitos escrupulosos vivem muito arriscadamente este pecado.” Quem sabe que deve fazer o bem e não faz, nisso está pecando.
Tudo que exige de nós uma ação cristã, e simplesmente recuamos por causa de nossos interesses pessoais e às vezes egoístas, é pecado.
Bela ilustração é feita do texto de 1 Reis 19:9-11). “Estava o profeta Elias em um deserto metido em uma covo, aparece-lhe Deus e diz-lhe: Ouid hic agis, Elia? “E bem Elias, vós aqui?” – Aqui, Senhor! Pois aonde estou eu? Não estou metido em uma cova? Não estou retirado do mundo? Não estou sepultado em vida? Ouid hicagis? E que faço eu? Não me estou disciplinado, não estou jejuando, não estou contemplando e orando a Deus? – Assim era. Pois Elias estava fazendo penitência em uma cova, como o responde a Deus e lhe estranha tanto? Porque ainda que eram boas obras as que fazia, eram melhores as que deixava de fazer. O que fazia era devoção, o que deixava de fazer era obrigação. Tinha Deus feito a Elias profeta do povo de Israel, tinha-lhe dado ofício público; e estar Elias no deserto quando havia de andar na corte; estar metido em uma cova, quando havia de aparecer na praça; está contemplando o Céu, quando havia de estar emendando a terra, era muito grande culpa. A razão é fácil, porque no que fazia Elias salvava a sua alma; no que deixava de fazer, perdiam-se muitas. Não digo bem: no que fazia Elias, parecia salvar a sua alma; no que deixava de fazer, perdia a sua e as dos outros: as dos outros, porque faltava à doutrina; a sua, porque faltava à obrigação.”
A omissão é um comportamento maléfico não apenas para a pessoa que se omite, mas para todo ‘GREGÁRIO’. Sabe-se que pela omissão do governo, instala-se a anarquia, impera a lei do mais forte e daí procedem a injustiça e todos os tipos de males sociais.
            “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons... É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final... Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder. Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver. Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos... A covardia coloca a questão: 'É seguro?' O comodismo coloca a questão: 'É popular?' A etiqueta coloca a questão: 'é elegante?' Mas a consciência coloca a questão, 'É correto?' E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.(Martin Luther King).
 “Quando você toma conhecimento de um problema, se torna responsável diante de Deus pela solução desse problema. Se você não está interessado em ajudar, não faça perguntas... quando você pergunta sobre determinada necessidade, vai acabar descobrindo que está sendo chamado para atender a essa necessidade” (Rev. Hernandes Dias Lopes).
            Quando um homem tem o coração frio e desinteressado pela religião (e pelo seu semelhante), quando suas mãos jamais se empregam na obra de Deus, quando os seus pés desconhecem os caminhos de Deus, quando sua língua quase nunca é usada para louvar ou para a oração, quando seus ouvidos são surdos à voz de Cristo no evangelho e seus olhos cegos à beleza do reino dos céus, quando sua mente está repleta das coisas do mundo e não há lugar para coisas espirituais -  quando encontramos essas marcas num homem, a palavra que o descreve é “morto”...(Ef 2:1-10).  Isso explica porque o pecado não é sentido, os sermões não são cridos, os bons conselhos não são seguidos, o evangelho não é abraçado, o mundo não é abandonado, a cruz não é tomada, a vontade própria não é mortificada, maus hábitos não são deixados, a Bíblia raramente é lida e os joelhos jamais se dobram em oração.  Por que vemos isso por todos os lados?  A resposta é simples: os homens estão mortos!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A mortificação do eu!


“Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2:19-20). “Fazei, pois morrer a vossa natureza terrena...” (Cl 3:1-5).
Se não somos capazes de mortificar o nosso ‘EU’ não seremos capazes de reproduzir. Jesus ensinou que se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muitos frutos (João 12:24). Sem morte não há reprodução e não existe discipulado!
Para ser um servo, um missionário a serviço do Mestre, anunciar as boas novas do evangelho e ter os pés formosos (Rm 10:14-15), para se um discípulo de Jesus, ser um canal de bênçãos em todos os setores da vida, é necessário fazer morrer o velho homem que existe em você.
Você já morreu para os antigos caminhos?
A mortificação do ‘eu’ é tanto uma condição como uma qualidade Sine qua non dos salvos nos méritos de Cristo.   (Jo 3:5-7)
Se alguém deseja ao “episcopado”, um instrumento poderoso e valioso nas mãos de Deus e viver dias felizes nesta vida como ministro do evangelho, missionário (a), ou mesmo como esposo, esposa, pai, mãe, filho, líder e liderado, cabe a você o esforço de fazer morrer a vossa natureza terrena e se revestir do novo homem – Jesus Cristo.
A vida ao lado de Jesus implica na morte para o ‘eu’, para a carne, para as ambições carnais e para os impulsos pecaminosos.
A fé em Cristo provocará um total e irreparável rompimento com o mundo (I Jo 2:15- 17 - Pois o amor do mundo é pior do que o ferrão do mundo).
1.     O Velho homem nos corrompe segundo as concupiscências do engano. Portanto, “vos despojeis do velho homem” (Ef 4:22).
2.     O velho homem é herdeiro das deformidades de Adão.
3.     Vos revistais do novo homem em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef. 4.14).
4.     O velho homem cheira mal em nossas vidas.
5.     “Fazei” morrer a vossa natureza terrena. Liberte-se do velho homem em sua vida... 
6.     Viva para Deus! “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.

sábado, 1 de setembro de 2012

QUAL A COMIDA PREFERIDA DE UM MISSIONÁRIO?


QUAL A COMIDA PREFERIDA DE UM MISSIONÁRIO?
“Permanecei na mesma casa, COMENDO e BEBENDO DO QUE ELES TIVEREM... COMEI DO QUE VOS FOR OFERECIDO” (Lc 10:7-8).
Os missionários, mensageiros do Evangelho de Cristo, deverão permanecer na mesma casa em que foram recebidos, COMENDO e BEBENDO DO QUE ELES TIVEREM. 

Não deverão mudar-se indo de casa em casa, a fim de evitar desconforto ou tirar vantagem das hospedagens mais generosas.
A recomendação do Senhor Jesus ao portador de sua mensagem é para não vaguear de lugar para lugar. Os missionários devem permanecer na casa COMENDO e bebendo o que lhes proverem. Não devem buscar o luxo (sombra e água fresca), indo de casa em casa, em busca de melhores refeições e abrigo. O missionário, também é evidente, deve sentir-se como se fosse membro digno da família hospedeira, não se sentido envergonhado em aceitar as exalações e as refeições do dia-a-dia daquela família.
“Os setentas não devem preocupar-se com a qualidade de sua hospitalidade. A sua preocupação deve ser com a sua missão. Também não devem ter um senso de culpa pelo fato de viverem da generosidade dos outros... é por essa razão que eles devem comer o que for posto à sua frente.” (Comentário Bíblico Broadman).

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A ESPOSA MAIS COMPLETA


“O que acha uma esposa acha o bem e alcança a benevolência do Senhor” (Provérbios 18:22)“O homem não pode receber cousa alguma se do céu não lhe for dada” (João  3:27). O princípio bíblico nos ensina que achar uma boa esposa é algo sobrenatural e divino. C.S. Lewis lamentando a morte de sua esposa Joy, descreve com precisão as características de uma esposa completa
“Uma boa esposa tem dentro de si uma diversidade de pessoas. Incrível o quanto H. significava para mim. Ela era minha filha e minha mãe, minha aluna e minha professora, minha subordinada e minha chefe. Era minha camarada confidente, amiga, companheira; tudo isso misturado. Minha amante, mas ao mesmo tempo, tudo o que qualquer amigo (e olha que tenho excelentes amigos) jamais foi para mim. Quem sabe até mais. Se não tivéssemos nos apaixonado, também não poderíamos estar sempre juntos - o que seria um escândalo. Foi isso que eu quis dizer quando eu a elogiei certa vez por suas “virtudes masculinas”. Mas ela foi logo dando um basta nisso, perguntando-me como eu me sentiria se elogiasse as minhas virtudes femininas. Esse foi um belo contragolpe, querida. Havia algo de amazona – um quê de Pantesiléia e Camila (Figuras da mitologia grega. A primeira chefiou o grupo de amazonas que veio como reforço para socorrer os troianos. Já Camila é a filha do rei Metabus, que foi morta na guerra de Tróia. Ambas aparecem em A Divina Comédia, de Dante). E você, tanto quanto eu, ficou contente em saber que isso estava lá. Você ficou contente por eu ter reconhecido isso, [não é mesmo?]
Salomão chegou a chamar a sua noiva de irmã. Poderia uma mulher ser uma esposa completa, sem que, num momento de bom humor sobre algo particular, um homem sentia-se inclinado a chamá-la de “irmã”?”.
Na cartas aos efésios o apóstolo Paulo lança os fundamentos do “Principio Regulador da ordem Doméstica”. Neste ele diz que a esposa completa é submissa ao seu marido (Ef. 5:22-24).
“A Bíblia diz que a mulher deve ser submissa ao marido como a igreja o é a Cristo. Submissão não é ser inferior, mas exercer uma missão sob a missão de outrem. O papel da mulher não é competir com o marido nem dominá-lo. O projeto de Deus para ela é que ela se submeta a ele com espontaneidade e alegria. Nenhuma mulher terá dificuldade de submeter-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja. O amor do marido pela esposa deve ser perseverante, sacrificial, santificador e romântico. Ele deve cuidar da esposa e suprir suas necessidades físicas e emocionais. O papel do marido é amar a sua esposa e quem ama declara que ama, tem tempo para a pessoa amada e procura agradá-la. Ele deve elogiá-la, valorizá-la e demonstrar de forma prática o seu amor por ela. É tempo de investirmos na família, nos relacionamentos, a fim de que nossos lares sejam o lugar mais gostoso de se viver na terra”. (Hernandes Dias Lopes)
Nada é mais sofredor do que o descompasso entre os cônjuges. Como uma engrenagem, o casamento precisa ter harmonia. Engrenagens precisam de graxa. Casamento precisa de Graça. Da graça de Deus. Tudo anda bem quando a graça divina lubrifica os relacionamentos! Rev. Misael Ferreira de Oliveira.  

terça-feira, 3 de julho de 2012

QUANTO VOCÊ INVESTE EM MISSÕES E AÇÃO SOCIAL?


Quanto você investiu este mês com Missões?
Pesquisas mostram como as igrejas do mundo ocidental gastam o seu dinheiro:
95% em atividades domésticas (no próprio país).
4,5% nos trabalhos do campo missionário.
0,5% em obras entre povos não alcançados (paises onde não há pregação do
Evangelho).
Como os cristãos gastam o seu dinheiro?
As pesquisas mostram que:
- Gastam mais com chicletes que com missões; gastam mais com coca-cola que com missões, com produtos de beleza; com comida supérflua; com animais de estimação; com roupas de etiqueta (grife); com CD-Gospel do que com missões!


- Um aparelho eletrodoméstico que um cristão compra à vista costuma ter um custo maior do que a oferta dada para missões durante 5 anos por esse mesmo cristão.
- Os cristãos estão dando para missões menos do que o valor equivalente a um refrigerante diário (dos mais baratos).
- Como podemos dizer que amamos a causa de Deus e o trabalho missionário, se Evangelização e Missões são o nosso menor investimento?
Poder, Podemos! A questão espiritual é: Se vamos ou não deixar Deus nos usar!
“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4:35).
Não seja mesquinho (a) na obra do Senhor. Faça como os irmãos macedônios: II Coríntios 8:1-5. Uma graça que poucos desejam! (Filipenses 1:29).

segunda-feira, 11 de junho de 2012


Ser motociclista é sonhar alto (Sl 126:1-3), é viver a liberdade em seu mais puro estado (Jo 8:36). É gostar de andar livre (Gl 5:1), de rodar pelas estradas deste nosso Brasil, se possível em todas as direções, a fim de poder, sempre, estar com aqueles que curtem nossa mesma paixão! 

Ser motociclista é levar o sorriso no rosto (Gl 5:22:Fp 4:4) e amor no coração (Rm 12:1,2; 1ª Co 13:1-7 , é pregar a igualdade (Gl 3:28), irmandade (At 2:44; 4:34,35; Rm 12:10), fraternidade (Rm 12:10) e sinceridade, não importa a cilindrada de sua moto, o importante é que você tem para oferecer, o que você traz na sua bagagem. Ser motociclista é rasgar o vento no peito, é cortar estradas, é respeitar o próximo (Mt 19:19; 22:39; Mc 12:31) e amar a vida (Jo 10:10), é fazer novas amizades, é conquistar sua liberdade, é saber colher sonhos. Ser motociclista é sentir o vento em seu rosto e a sensação de liberdade total, e seguir rumo ao horizonte em busca de uma aventura cheia de adrenalina e mistérios, é ir em busca de seu destino, sentindo-se perfeito em cada km percorrido. Motociclismo é amizade e companheirismo (Ec 4:10; II Sm 3:20; Fp 2:25), é um estilo de vida, é viver cada instante sentindo no corpo a vibração de um motor e o cheiro da natureza na alma. É ser feliz.

Os estilos de vida adotados pelos motociclistas têm a mesma direção obrigatória da estrada pavimentada e sinalizada por Jesus Cristo para a felicidade eterna da humanidade. A nobreza da alma e do coração são frutos da maravilhosa graça de Deus.  O sentimento de liberdade, felicidade, igualdade, irmandade (Rm 12:10), humildade (Fp 2:5-8), amor a vida (Jo 10:10), amor ao próximo, alegria, amizade (Jo 15:14) e companheirismo (Fp 2:25) são produtos de uma obra completa do “grande Arquiteto do Universo”, Deus (Hb 11:10). Ninguém é feliz por acaso. Ninguém é bom por acaso. Deus é o soberano autor e sapientíssimo promotor de todo bem que brota do coração humano. “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança.” Tiago 1.17. Motociclista amigo: “esse Deus que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio” (Atos 17:24-28). Receba-O em sua vida e sinta no coração as vibrações de um motor novo. Sentirá o vento do Espírito Santo no rosto de sua lama (Jo 3:8,16) e seguirá rumo a novos horizontes. Com Ele em seu peito, você sentirá a vida não apenas em cada km, mas a cada pulsar do coração. Aceite uma vida de aventura cheia de adrenalina e mistérios que só Cristo pode proporcionar com segurança e paz. Com Jesus você é feliz e promove a felicidade. “Eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente!” (Jo 10:10b). Vida plena só em Jesus! “Creia agora mesmo no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16:31).


sábado, 19 de maio de 2012

Sublimidade do Conhecimento de Cristo!

John Piper

"Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para conseguir Cristo" (Filipenses 3:8).

A excelência do conhecimento de Jesus Cristo:
Yet indeed I also count all Things loss for the excellence of the knowledge of Christ Jesus my Lord, for whom I have suffered the loss of all things, and count them as nothing, that I may gain Christ.

“Você não precisa saber um monte de coisas para fazer uma grande diferença para o Senhor no mundo, mas nós precisamos saber algumas poucas coisas que são formidáveis, que o homem deve está disposto a viver e morrer por isso.
Pessoas que fazer a diferença no mundo, não são pessoas que têm um grande conhecimento sobre várias coisas, mas pessoas que tem um enorme conhecimento sobre poucos coisas, que é muitíssimo formidável.
Você quer que sua vida faça diferença? Você não precisa ter um grande Q.I., você não precisa ser inteligente, você não precisa ser bonito, você não precisa ser de uma boa família ou de uma boa escola, você só precisa saber poucas, básicas, simples, gloriosas, majestosas, óbvias, imutáveis,coisas eternas, que devemos estar dispostos em dar nossas vidas. Isso é o que todos nesse lugar devem fazer para fazer uma diferença no mundo inteiro, inclusive você. Uma coisa muito triste neste exato momento é que existem várias pontos de vistas dentro da igreja, que talvez não queira fazer de sua vida uma diferença...”

Vendo O Casamento Pelos Olhos de Deus.


“Não existe casamento tão ruim que não possa ser consertado. Não existe casamento tão bom que não possa ser melhorado”. (Rev. Adão Carlos do Nascimento).
O que é casamento?
“Casamento é a unição entre um homem, uma mulher e Deus”. Ml 2:14 (Billy Ghram).
“É a legitima união entre um homem e uma mulher, apaixonados pelo amor, abençoado por Deus em uma aliança de Amor. Se não houver amor, não dá para ter casamento. Onde há amor, tudo tem solução” (Rev. Gulhermino Cunha).
“Casamento é a legítima e indissolúvel união de um homem e uma mulher, de conformidade com a ordenação de Deus” (Mmanual do Culto presbiteriano).
Quem instituiu o casamento?
Deus mesmo o instituiu no Éden para conforto e felicidade do gênero humano, conferiu-lhe um bênção especial (Gn 1:27,28). Deus fez do casamento um tipo de união de Cristo com a sua Igreja (Ef 5:25,27 e revelou os deveres que competem aos casados. Portanto, o casamento foi instituído por Deus, na criação (Gn 1:27,28; 2:24). O casamento não é um produto da engenhosidade ou do invencionismo humano, foi Deus quem o instituiu. É instituição de Deus. Por intermédio dele ocorre a “propagação da raça humana por uma sucessão legítima.” O casamento nasceu no Éden. Deus o instituiu e celebrou a primeira cerimônia. O noivo, eufórico e radiante, exclamou: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2:23). A harmonia entre o casa era completa: Os dois eram uma só carne. Mas o pecado entrou na história do casal. Os dois foram expulsos do Éden. A harmonia acabou, a paz desapareceu, a felicidade evaporou... As acusações mútuas, os ressentimentos e outras formas de sofrimentos se instalaram junto ao casal. E tão nefastas (sinistras) companhias turvaram os horizontes de suas vidas. Cada manhã, em vez de trazer-lhes maviosas sinfonia de esperança, fazia ressoar em seus corações o estrépito da insegurança, do medo, do quase desespero. E entre nuvens carregadas de ameaças e breves aparições do sol da alegria – curtas e raras – os dois iam vivendo; vivendo não, vegetando.
A história de Adão e Eva tem muita coisa em comum com vários casais de nossa época. Muitos começam a vida conjugal no Éden, mas depois tudo fica pálido, insípido, sem sabor. Ou, o que é pior, turvo, ameaçador. Mas não existe casamento tão ruim, que não possa ser concertado!
Lembrete: "Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade..." (Malaquias 2:14).
(Ver mais em Oficina de Casamento do Rev. Adão Carlos do Nascimento 

domingo, 1 de abril de 2012

Onde posso ser um missionário? - Viagem Missionária: Março de 2012

“Agradeço a Deus todos os caminhos por onde me levou e gostaria de estar exatamente onde estou, e em nenhum outro lugar, pois este é, creio, meu campo de trabalho." (Rev. Ashbel Green Simonton – 31/12/1859, primeiro missionário presbiteriano em solo brasileiro.)

“Às vezes nos esquecemos de perguntar: Onde Deus quer me enviar? Onde Deus quer que eu fique?" (Rev. Roberto Brasileiro – Mackenzie-SP, 03/03/2010 – Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja)

“Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4:35). É preciso erguer os olhos, levantar a cabeça, buscar forças em Deus e ‘IR’ antes que os frutos se perdão. Nosso campo de trabalho é exatamente aquele onde Deus nos coloca. Nem sempre fazer missões é pregar o evangelho para povos e nações distantes e diferentes da nossa. A “Macedônia” que espera uma ação urgente e positiva da igreja nem sempre é um lugar muito distante de onde estamos. 

O Rev. Misael Ferreira de Oliveira faz de suas férias pastorais o tempo oportuno, e a “Macedônia” que diz: “ajude-nos” os campos áridos e sofridos do Nordeste e do Vale do Jequitinhonha. As rodovias e povoados agregados também são terrenos próprios para lançar a Palavra. Entendendo assim, o Rev. Misael fez mais uma viagem missionária para o Nordeste no mês de março/2012, lançando a Palavra de Deus com abundância desde o vale do Jequitinhonha/MG, Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Foram distribuídas 579 Bíblias, 272 Novos Testamentos, literaturas devidamente preparadas para o contexto, doações em roupas, alimentos, material para escola bíblica dominical nos campos missionários e congregações. O Nordeste está diante de uma das maiores secas de sua história. Por isso, o cenário com que nos deparamos é muito forte, e não se pode diferenciar muito das regiões indianas ou africanas.  

O QUE SOBRA EM NOSSAS MESAS É O QUE FALTA NAS MESAS DELES!
























A “África” é aqui! “...erguei os olhos e vede...!” Seja um missionário aqui!




A morte pede passagem! A seca é a pior de todas as catástrofes para o nordestino.












A vida como ela é. “Vida Severina”.

O que vai querer para o almoço, pastor? Temos de tudo um pouco para lhe oferecer o melhor: Ossos, tripas (vísceras), úbere (onde as tetas, da vaca são agregadas, por aí é extraído o leite – na língua do povo: “ ubro”), fígado, testículos e cupins de touros, rins, passarinhas, mocotós, etc





























A pesca “maravilhosa”

 Gratidão:
1º. A Deus:
            Visto ser Deus O Princípio Meio e Fim de todas as coisas, a Ele seja toda a glória! Desejo que esse modesto esforço missionário agrade o coração de Deus, leve glória a Ele e avance os planos dEle!
            “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as cousas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém”  (Ro 11:36).
              “Teus, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riqueza e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força”. (2ª Cr 29:11,12).
             “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém” (Judas 24,25).
             “Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas” (Sl 75:1).
              “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116:12).
             “A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém.” (1ª Pe 5:11).
2º. Aos cooperadores:
“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos mas também deram-se a si mesmo primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus”. (2ª Corintios 8:3-5). Coopere: Êxodo 25:1,2. “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).
3º. Apelo:
               Projeto “Macedônia” (At 16:9). Para Quem Sai Andando e Chorando Enquanto Semeia! Fazendo Missões em solo árido com as sementes disponíveis em nossas mãos! Você pode acrescentar a ‘Semente’ e ampliar o plantio. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria (2 Co 9:7). “Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. E assim vocês receberão muito, muito mesmo. Tudo o que puderem carregar ele vai pôr nas mãos de vocês. A mesma medida que usarem para os outros Deus usará para vocês” (Lc 6:38). “Contribua de acordo com a sua renda para que Deus não transforme a sua renda de acordo com a sua contribuição”. (Peter Marshall).



Contribuições:
Banco do Brasil
Agência:       2390-6
C/Corrente: 7.732-1




sábado, 25 de fevereiro de 2012

Coveiros de igrejas

Quando pastoreava a Primeira Igreja Batista de Irajá, no Rio de Janeiro, eu era assíduo frequentador do cemitério daquele bairro.Quase uma vez por semana lá estava acompanhando o sepultamento de algum membro ou familiar de membros da igreja., sem contar as vezes que eu tinha de ir a outras necrópoles.     
Ao ver os coveiros no seu trabalho sem glória, mas útil, sempre pensava: "Esses homens fizeram da morte a sua rotina de vida. Para eles, descer um esquife à cova e cobrí-lo de terra é apenas o seu meio de vida". Quantas vezes esses homens ouviram testemunhos de pessoas salvas por Jesus nas breves palavras proferidas por pastores à beira das sepulturas, mas isso também era parte da sua rotina de trabalho.
Nunca batizei um coveiro e nunca soube que um deles tivesse aceitado a Cristo. Será que o convívio com a morte torna a alma insensível ao amor de Jesus? Com a mesma insensibilidade, com o mesmo sentido de uma rotina a cumprir, pastores e líderes matam o fervor missionário de uma Igreja, que deve ser uma comunidade missionária por princípio vital, estão cumprindo a lúgubre função de coveiros. Coveiros de igrejas!
Certa vez visitei uma igreja batista na Inglaterra. Ela se reunia em um belo templo para mais de 2.000 pessoas, mas naquele Domingo pela manhã (não se reuniam à noite) havia 32 pessoas presentes. Eu sabia que aquela igreja, um século antes, tinha sido uma poderosa agência missionária que lotava seu grande templo de crentes com grande fervor pela evangelização do mundo. Agora aquela igreja estava morta. No "culto" de que participei, não houve uma oração, nem leitura bíblica, nem qualquer cântico. A mensagem do pastor foi sobre a entrada da Inglaterra no Mercado Comum Europeu e o apelo foi pela lealdade à rainha.
Duas velas permaneceram acesas sobre a mesa da ceia durante os 12 minutos do ritual, dando um pouco mais de realismo à cena funérea que ali transcorria. Senti um profundo pesar por ver uma igreja morta.
Fonte: [Pastor João falcão Sobrinho] Revista A Colheita Ano VIII - N° 41 Setembro/Outubro 20011 

Conta-se que havia uma senhora na igreja de Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Quando o pastor da igreja local a encontrava e perguntava: “Como esta senhora?” ela sempre respondia: “Nem cá, nem lá: caminhando pra Irajá” (para o túmulo da sua família localizado no cemitério desse bairro vizinho...).
Perguntaram a um missionário da Sociedade Batista Missionária (BSM, na sigla em inglês): “Por que aquela igreja está morta?” A resposta dele foi estarrecedora. Disse ele: “Aquela igreja, outrora tão viva, morreu porque perdeu a sua visão missionária.” O caminho mais curto para o declínio e morte de uma igreja, é a perda de sua visão missionária.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Motivação Missionária

“A maior motivação para a ação missionária é tornar Deus conhecido e levar todos os homens a adorá-lo”(John Piper). “A glória de Deus é a honra concedida a ele pela criatura”. (Jonathan Edwards). "A ciência mais elevada, ou a inquirição mais sublime, ou a sabedoria mais importante que possa ser contemplada pelo verdadeiro cristão é o nome, a natureza, a pessoa, a obra e a existência do grande Deus a quem chamamos Pai" (Spurgeon). "Une-te, pois a Ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem" [Jó 22.21]. "Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor..." [Jeremias 9. 23, 24]. Um conhecimento salvador e espiritual de Deus é a maior de todas as necessidades de cada criatura humana.
O fundamento de todo o conhecimento verdadeiro de Deus só pode ser a clara compreensão mental de Suas perfeições, segundo revelam as Escrituras Sagradas. Não nos é possível servir nem adorar a um Deus desconhecido, nem depositar n'Ele a nossa confiança. Necessitamos de algo mais que um conhecimento teórico de Deus.
 Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos a Sua autoridade e quando os Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores de nossa vida. "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor..." [Oséias 6.3]. "Se alguém quiser fazer a vontade d'Ele... conhecerá" [João 7.17]. "... o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas" [Daniel 11.32].
       Nos dias atuais a Igreja tem perdido o senso de majestade e sublimidade do glorioso Deus das Escrituras - e isso de um modo geral. Essa perda tem acontecido quase imperceptivelmente. Verdade é que o cristianismo moderno não está produzindo pessoas tementes a Deus, pessoas que entendam a experiência do profeta Isaías quando disse: "Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros..." [Isaías 6.5], ou do rei Salomão quando exclamou: "Ó Senhor Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra" [1Reis 8.23].
            É isso que move todo esforço missionário, todo chamado e sacrifício. É o senso da glória e majestade de Deus que deve levar homens e mulheres a deixarem tudo, seu lar, família, conforto, país, cultura, para lançarem-se na tarefa de anunciar entre as nações a sua glória e entre todos os povos, as suas maravilhas. O salmista, aliás, demonstra no Salmo 147.1 que adorar a Deus deve ser o desejo mais intenso de todo homem.
           Esse é o eixo em torno do qual tem girado o ministério de ensino de John Piper: A realidade de que adorar a Deus e gozar sua presença é o principal tesouro, a grande conquista, a melhor porção, o bem mais precioso, a maior alegria e o prazer mais doce e intenso que o homem pode ter. Sua famosa frase, que diz que “Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele”.
           Concordo com Piper quando diz que “missões não são o alvo final da Igreja. A adoração é. Missões existem porque a adoração não existe. A adoração é o grande alvo, não missões. Porque Deus é o propósito final, não o homem.”
           Um entendimento correto sobre o propósito de Deus na Grande Comissão é necessário se quisermos buscar adoradores que adorem em espírito e em verdade. Se o alvo das missões é tornar Deus conhecido para que os homens o adorem, é preciso então que os homens sejam atraídos a Deus pela mensagem que o próprio Deus encarnado, Jesus Cristo, trouxe á humanidade, o evangelho. Sem o evangelho, os homens não poderão ser salvos e não se tornarão adoradores de Deus. O Pr. Mark Dever foi muito feliz quando disse que “aquilo com que você ganha as pessoas é também aquilo para o que você as ganha. Se você as ganha com o evangelho, elas são ganhas para o evangelho.” Precisamos faze missões com o evangelho. Sem concessões e sem diluí-lo ao gosto humano.
           A igreja tem o chamado para investir na evangelização. Parafraseando John Piper, temos diante de nós três alternativas: ou investimos em missões como “enviadores”, ou investimos em missões como “enviados” ou desobedecemos. A igreja tem a responsabilidade vital de protagonizar este processo de ajuntamento de adoradores. Quando o senso da glória de Deus está cristalizado na convicção mais segura da Igreja, ela realizará o trabalho missionário com confiança, disposição e alegria.
            Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado. Salmo 96.2-4.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ashbel Green Simonton - Exemplo de vocação missionária!

Na manhã do dia 18 de junho de 1859, despediu-se, no porto de Baltimore, de sua mãe e de seu irmão Jonh que o acompanharam até o navio. Sua mãe escreveu no diário dela naquela ocasião: “É difícil separar-se daqueles que talvez não vejamos mais na terra. Mas quando penso no valor das almas imortais que se estão perdendo pela falta do Evangelho puro... Recomendo você com oração e lágrimas ao Senhor, que tudo faz para o bem”.
Oraram fervorosamente por ele e em seguida embarcou num navio à vela chamado Banshee, rumo ao Brasil. Estava deixando para trás sua pátria, família e amigos, muitos dos quais não mais veria nesta terra. Foram 55 dias de viagem, mas desembarcou, finalmente, no porto da capital do Brasil, o Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto daquele ano.“A maior motivação para a ação missionária é tornar Deus conhecido e levar todos os homens a adorá-lo. É isso que move todo esforço missionário, todo chamado e sacrifício. É o senso da glória e majestade de Deus que deve levar homens e mulheres a deixarem tudo, seu lar, família, conforto, país, cultura, para lançarem-se na tarefa de anunciar entre as nações a sua glória e entre todos os povos, a suas maravilhas”. (John Piper).
12 de agosto de 1859, manhã de sexta-feira: um jovem missionário, de 26 anos, chegava a um país grandioso, imperial, reinado por dom Pedro II. “É um lugar lindo, o mais singular e radiante que jamais vi (...) estou pronto para desembarcar”.
À entrada do Rio de Janeiro pôde avistar o Pão de Açúcar e o Corcovado. “Sentiria dificuldade em descrever a emoção que tomou conta de mim ao ver aqueles picos altaneiros dos quais tenho ouvido falar e lido tantas vezes, os quais me dizem que a viagem terminou e cheguei ao meu novo lar e campo de trabalho”.

Descrevendo com precisão seu novo campo de trabalho!
sexta-feira dia 12 de agosto de 1859, 9 horas e 30 minutos.
“Tenho estado, desde as quatro horas, observando a entrada de navios no porto, onde estarão ao abrigo do vento e da maré. Belo lugar, o mais original e notável que jamais vi. Pela beleza, sublimidade, segurança, que contra os ventos, quer contra as ondas, e pela possibilidade de defesa contra os ataques por mar e por terra, um porto assim é quase inconcebível. A baia se estende em volta, guardada por ilhas curiosamente pasmadas, de rochas altas e sólidas, como se fossem ovos com uma ou outra ponta à mostrar. Em cumes aqui e ali, gripam-se igrejas e alegres vivendas (habitações mais ou menos suntuosas). Uma delas é mesmo como pombal no topo de campanário: de certo terá mais de duzentos metros de altura. A entrada da baia é de meia milha de largura: num dos lados há ousada promontório (cabo formado de rochas elevadas) e o Forte Santa Cruz, ali encravado, com pesados canhões pelas encostas: noutra, a torre do Pão de Açúcar, com mais de trezentos metros de altura. Estamos ainda no colo de grande enseada, aproveitando cada minuto, a olhar ora do lado do forte, ora do outro, à distância de um tiro de pedra do Pão de Açúcar. A água é de tal profundidade que o cuidado do timoneiro não será o de evitar que o mastro transversal toque num ou noutro flanco. A cidade jaz a duas milhas de nós, em grande extensão de colinas altas e de montanhas. Já me desfiz da indumentária marítima: dei-a ao camareiro que me prestou bons serviços na viagem. Estou pronto para o desembarque.”

 Frases de Ashbel Green Simonton:
“Sinto-me encorajado pelo aspecto das coisas e esperançoso com o futuro. Existem indicações de que um caminho está sendo aberto aqui para o Evangelho” (Em 31/08/1859).
“Peço a Deus paciência, fé, submissão e preparo paro o pior. Deus é sábio e não faz mal. Cristo está com aqueles que obedecem à Sua vontade...” (Em 28/04/1860).
“É preciso haver entendimento e também fervor, pois se o coração tiver calor sem luz, nada de divino ou celestial haverá nele. Por outro lado, a luz sem calor, uma mente repleta de noções e especulações com o coração frio e indiferente, também nada terá de divino”.
“As grandes verdades da revelação e o estudo das doutrinas mais difíceis da Bíblia têm ocupado a minha atenção e despertado profundo interesse, mas tenho negligenciado excessivamente o cultivo do coração e de uma piedade pessoal e vital”.
“Quanta verdade especulativa eu aceito, que não exerce qualquer influência controladora em meus princípios e motivos”.
 “A própria pressão e a atividade da vida exterior têm empanado a minha comunhão com aquele para quem esses mesmos serviços são feitos. Quantas vezes minhas devoções são formais e apressadas, ou perturbadas por pensamentos de planos para o dia! E pecados, muitas vezes confessados e lamentados, têm mantido seu poder sobre mim. Quem me dera um batismo de fogo que consumisse minhas escórias! Quem me dera um coração totalmente para Cristo!”